A âncora constitucional é a Seção 73 da Constituição da República da Islândia: liberdade de expressão como direito fundamental, censura e obstáculos comparáveis explicitamente proibidos, restrições limitadas ao que é necessário em uma sociedade democrática. Esse é o piso. O que torna a Islândia diferente de toda outra jurisdição nesta comparação é o teto.
Em junho de 2010, na esteira dos releases de cabos da WikiLeaks, o Althingi aprovou a Icelandic Modern Media Initiative (IMMI) — uma resolução parlamentar instruindo unanimemente o governo a implementar, por estatuto, o framework de imprensa e proteção de fonte mais forte do mundo. A IMMI empacota proteção de fonte, imunidade de intermediário (um provedor de hospedagem não é responsável pela fala de seus clientes), proteção a whistleblowers, limites de prior restraint e um forte escudo contra libel-tourism. É o único framework legal nacional escrito do zero para publicadores digitais. Um VPS fixado em RKV.001 senta dentro desse framework por padrão.
Há também a história da energia. A rede elétrica da Islândia é essencialmente 100 por cento renovável — aproximadamente 70 por cento hidrelétrica e 30 por cento geotérmica, com geração de combustíveis fósseis desprezível. O ar ambiente frio é, em efeito, PUE gratuito. Para cargas em que pegada de carbono é critério de aquisição ou em que densidade de processamento precisa escalar sem explodir a conta de refrigeração, a Islândia está unicamente bem-posicionada — privacidade e sustentabilidade na mesma linha de item, sem comprar offsets.
